Lançado no próprio Supremo Tribunal Federal, o Anuário da Justiça 2026 celebra 20 anos mapeando o Judiciário brasileiro.
Vinte anos de história. Esse é o marco que o Anuário da Justiça Brasil atingiu em 2026, consolidando-se como uma das publicações de referência para quem acompanha o funcionamento do Poder Judiciário no país. O lançamento da edição comemorativa aconteceu no Salão Branco do Supremo Tribunal Federal, reunindo presidentes de tribunais superiores, representantes da advocacia e autoridades do sistema de justiça. A data não foi simbólica por acaso: o Anuário nasceu como um esforço jornalístico de mapear o que acontece nos bastidores e nas plenárias do STF, do STJ e dos demais tribunais superiores, tornando essas informações acessíveis a um público mais amplo. Mas o que duas décadas de radiografia do Judiciário brasileiro revelam sobre o país? Quais mudanças o sistema de justiça atravessou nesse período e o que ainda precisa melhorar?
Vinte anos de Anuário: uma história paralela à própria transformação do STF
A publicação do Anuário da Justiça Brasil começou em 2006, quando o STF iniciava um processo de abertura e modernização. Naquele período, a Corte ainda não transmitia suas sessões ao vivo pela TV Justiça de forma sistemática, e o acesso às decisões dos ministros era mais restrito. O Anuário da Justiça Brasil, editado pela revista eletrônica Consultor Jurídico (ConJur), celebra a sua vigésima edição em 2026, com lançamento na sede do Supremo Tribunal Federal. Nesta edição comemorativa, o Anuário combina a tradicional cobertura dos principais acontecimentos do último ano com uma ampla retrospectiva das mudanças institucionais, jurídicas e sociais das últimas duas décadas. Debatejuridico
A cerimônia de lançamento reuniu os principais nomes do Judiciário brasileiro. O evento, no Salão Branco da Corte, tem presença confirmada do presidente Edson Fachin; de Herman Benjamin, presidente do STJ; de Maria Elizabeth Rocha, presidente do STM; de Paulo Gonet, procurador-geral da República; de Tarcijany Linhares, defensora pública-geral da União; de Vanessa Mateus, presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros); e de Beto Simonetti, presidente do Conselho Federal da OAB. Debatejuridico
A presença de tantas autoridades em um evento jornalístico diz muito sobre o papel que o Anuário passou a ocupar no ecossistema jurídico brasileiro. Mais do que uma publicação técnica, tornou-se um espelho anual do estado do Judiciário, documentando casos emblemáticos, perfis de ministros e os grandes temas que movimentaram os tribunais ao longo do ano.
O que mudou no Judiciário brasileiro em duas décadas
Duas décadas são tempo suficiente para transformações profundas em qualquer instituição. No caso do Judiciário brasileiro, as mudanças foram estruturais. A criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2005, antecedeu por um ano o primeiro Anuário, e desde então o órgão tornou-se um motor de reforma e transparência no sistema de justiça. O Judiciário adotou plataforma única para ordens de restrição e penhora de imóveis, e o CNJ passou a debater ações de combate à violência contra mulheres, além de receber magistrados para intercâmbios internacionais inéditos. Conselho da Justiça Federal
A digitalização dos processos, a implementação do processo eletrônico e a adoção de inteligência artificial para triagem de processos repetitivos são transformações que os vinte volumes do Anuário registraram ao longo do tempo. Hoje, um processo pode ser acompanhado em tempo real pelos próprios interessados, decisões são publicadas no mesmo dia em que são proferidas e sessões plenárias são transmitidas ao vivo para qualquer pessoa com acesso à internet.
Mas nem tudo é progresso linear. A morosidade ainda é um dos maiores problemas do sistema de justiça brasileiro. O número de processos em tramitação nos tribunais permanece elevadíssimo, e a litigiosidade da sociedade brasileira coloca o Judiciário sob pressão constante. O desafio de conciliar celeridade com qualidade nas decisões seguirá sendo uma das pautas centrais nos próximos anos.
O que o Judiciário de 2026 revela sobre o futuro da justiça no Brasil
Os temas que marcam a pauta do STF em 2026 sinalizam para onde caminha a justiça brasileira. O julgamento sobre o vínculo empregatício em plataformas digitais, a redução das liminares monocráticas e os grandes casos tributários mostram um Supremo que tenta equilibrar modernização, colegialidade e resposta às demandas de uma sociedade em rápida transformação.
O Anuário da Justiça Brasil chega à sua 20ª edição consolidado como a radiografia da cúpula do Poder Judiciário. O evento celebra os 20 anos da publicação, com a presença confirmada de Edson Fachin, presidente do STF, e de outros ministros da Corte, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Superior Tribunal Militar (STM), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), representantes da advocacia, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Conjur
Vinte anos de Anuário da Justiça são, acima de tudo, vinte anos de memória institucional de um Judiciário que passou por crises, reformas e conquistas. O mérito da publicação está em ter documentado esse percurso com rigor jornalístico, oferecendo ao país um registro preciso de como a Corte Suprema funcionou e evoluiu ao longo do tempo. Em 2026, com tantos temas relevantes em pauta, o Anuário tem material farto para mais uma edição que ficará na história.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
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