Victor Boris Santos Maciel, consultor em gestão e resultados empresariais, além de CEO da VM Associados, alude que no mesmo setor e com produtos semelhantes, algumas empresas atravessam crises com estabilidade, enquanto outras oscilam, perdem margem e ficam vulneráveis a qualquer mudança de mercado ou de regras. A diferença raramente está apenas em “vender mais” ou “trabalhar mais”. O diferencial está na maturidade: processos, dados, governança e disciplina de execução.
Neste artigo, o objetivo é demonstrar como a maturidade empresarial separa empresas fortes das frágeis e como estruturar evolução com método, sem burocratizar a operação.
O que é maturidade empresarial e por que ela define sobrevivência?
Maturidade empresarial é a capacidade de repetir resultados com previsibilidade, mesmo em ambientes instáveis. Ela não depende de tamanho, mas de estrutura: clareza de papéis, processos padronizados, indicadores confiáveis e rotinas de decisão. Empresas maduras não operam por impulso, elas trabalham com prioridades, critérios e mecanismos de controle que reduzem a volatilidade. Isso não elimina risco, mas torna o risco gerenciável.

A maturidade também define a velocidade de adaptação. Quando as regras mudam, como ocorre em ciclos de reforma e ajustes regulatórios, empresas maduras conseguem simular impactos, reorganizar processos e reagir sem colapsar. Tal como apresenta Victor Boris Santos Maciel, a maturidade é um ativo estratégico porque protege a margem, preserva caixa e evita decisões reativas. No limite, ela define sobrevivência: não vence quem corre mais, mas quem sustenta a execução por mais tempo com consistência.
Quais sinais mostram que a empresa está vulnerável hoje?
A vulnerabilidade aparece em sinais recorrentes: fechamento financeiro atrasado, divergência constante entre vendas e caixa, dependência excessiva de pessoas específicas e decisões concentradas sem critério claro. Também é comum ver empresas sem visibilidade de margem por produto e cliente, com descontos concedidos por urgência e com retrabalho alto por processos pouco definidos. Quando tudo é exceção, o negócio vira uma sucessão de crises.
Outro sinal é a fragilidade de dados, informa Victor Boris Santos Maciel. Cadastros inconsistentes, sistemas que não conversam e indicadores pouco confiáveis levam a decisões baseadas em percepção. Isso aumenta o risco tributário e operacional ao mesmo tempo. A vulnerabilidade não é falta de esforço, é falta de método. Empresas frágeis se esforçam muito, mas não conseguem transformar esforço em previsibilidade, porque operam sem estrutura de controle e aprendizado.
Como dados e processos padronizados mudam decisões?
Segundo o consultor empresarial, Victor Boris Santos Maciel, os dados confiáveis mudam decisões porque trocam opinião por evidência. Com integração mínima entre financeiro, comercial e fiscal, a empresa consegue enxergar o que realmente gera valor, quais clientes consomem margem e onde a operação perde eficiência. Processos padronizados tornam esse diagnóstico repetível. Sem padrão, cada análise é um caso isolado e a empresa não aprende com consistência.
A padronização não significa rigidez, e sim linguagem comum. Regras de cadastro, rotinas de aprovação e indicadores estáveis criam um ambiente em que decisões se tornam comparáveis ao longo do tempo. O ganho mais sofisticado é a previsibilidade: quando dados e processos são sólidos, a empresa planeja melhor, antecipa riscos e reduz custo de correção. Isso fortalece a execução e melhora a qualidade do crescimento.
Como estruturar evolução sem travar a operação?
Evoluir sem travar exige priorização. O erro comum é tentar “arrumar tudo” de uma vez, criando projetos longos e complexos. A abordagem mais eficiente é trabalhar em ondas: primeiro garantir bases de visibilidade e controle, depois fortalecer governança e, por fim, acelerar tecnologia e automação. Cada etapa precisa de metas claras, responsáveis e indicadores de resultado, como frisa o CEO da VM Associados Victor Boris Santos Maciel.
Qual plano de 6 meses aumenta robustez e performance?
Um plano de 6 meses eficaz combina quatro frentes. A primeira é a visibilidade financeira: margem por produto, canal e cliente, e rotina de caixa com projeção semanal. A segunda é governança de decisão: alçadas, indicadores e cadência de acompanhamento. A terceira é controle de riscos: mapa simples de risco tributário e operacional, com rotinas de validação e evidência. A quarta é tecnologia essencial: integração mínima de sistemas e disciplina de cadastro.
Conforme considera Victor Boris Santos Maciel, robustez se constrói com consistência, não com complexidade. Em seis meses, a empresa pode sair do modo reativo para um modelo de execução com previsibilidade, reduzindo exposição e elevando performance. Empresas fortes são aquelas que criam um sistema de decisão e controle que funciona mesmo em períodos difíceis. Esse é o diferencial que sustenta crescimento e longevidade.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez